E a gente aqui achando que a máfia da meia-entrada da UNE tinha acabado... Antigamente a lei que garante meia-entrada a estudantes em eventos culturais havia sido pervertida em "meia-entrada para quem tiver carteira da UNE", cria de um lobby que obrigava os estudantes a pagar a facada da carteira da UNE caso quisessem usufruir de um direito que independe dessa organização.
Pois bem, de uns anos pra cá a coisa melhorou, e graças a reformulações, a lei voltou a vigorar com seu significado e intenção original. Após algumas birras judiciais, qualquer teatro e cinema (até mesmo o Cinemark, cheio de nove horas e poréns) aceita vender meia mediante qualquer comprovante da instituição de ensino com identidade. Tudo lindo, tudo belo, mas aí a gente descobre que o Canecão (e imagino que o Metropolitan também, outro que é chegado em tirar o seu fora) só está vendendo meia-entrada para portadores de carteira da UNE ou UBES!
Isso dá uma sensação de retrocesso legal escrota, a máfia da UNE continua com seus poderes e conchavos, conseguindo que "portadores de carteira da UNE ou UBES" se mantenha como categoria misteriosamente distinta de "estudantes". Tem até posto de venda na sede da UNE no Catete mas, claro, só para portadores da carteira -- em outras palavras, só para quem tiver pago a taxa de adesão extorciva do clubinho.
E aí que 30 reais na meia do show do Motorhead já seria doído, 60 reais é impraticável. Fazer a carteira para daí comprar meia resultaria em um gasto total de 48 reais, e não dá nem pra se dizer que os 18 reais da carteira se fariam úteis para outras ocasiões, já que nas outras ela não seria necessária, bastanto o comprovante da faculdade...